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O Gambito da Rainha: a minissérie que marcou 2020

O Gambito da Rainha foi uma das revelações da Netflix em 2020 e se tornou a minissérie mais assistida da plataforma. O drama conta a jornada de Beth Harmon, uma jovem órfã que a aprende a jogar xadrez com o zelador do orfanato. A menina demonstra grande inteligência para o jogo, porém seu vício pode pôr tudo a perder.

As relações apresentadas durante a minissérie são cativantes e profundas, como o relacionamento de Beth com Sr. Shaibel (o zelador do orfanato) ou com Jolene (amiga de infância), mas principalmente com sua mãe adotiva, Alma Wheatley. Sr. Shaibel foi sua primeira figura paterna, foi quem te ensinou tudo, podemos ver mesmo durante os anos a admiração que ela sente pelo professor e o orgulho que ele tem de sua pupila. Jolene sua primeira amizade, ambas passaram muito tempo juntas no orfanato e se tornam sua própria família, pequena, mas unida. Já com Alma, a relação desenvolvem é encantadora e cativante; o marido de Alma tem a ideia de adotar Beth para que ela possa fazer companhia a esposa enquanto ele está fora a trabalho; Alma aprende a ser mãe e tenta ensinar a Beth que a vida é muito mais que xadrez, mas ainda apoiando-a a persistir seus sonhos.

Quanto as relações amorosas de Beth, fico feliz por não ter acontecido nada entre ela e Townes, seu amor de infância; porém não posso dizer o mesmo quanto ao Beltik (jogador que Beth ganhou em sua primeira competição), a relação entre ambos foi sem sal e sem sentido; o contrário de Beth e Benny Watts, ele a ajuda com seus vícios, a prepara para uma das maiores competições de sua vida e a química entre eles é inegável, queria ter visto mais dos dois juntos.

“Xadrez nem sempre é competitivo. Xadrez pode ser lindo(…) É um mundo inteiro dentro de 64 quadrados. Eu me sinto segura nele [no tabuleiro]. Eu posso controlá-lo. Eu posso dominá-lo. E é previsível, então se eu me machucar, eu só tenho que culpar a mim mesma."

- Beth Harmon (O Gambito da Rainha)

Focando na Beth, vemos uma garota solitária e inteligente, em um mundo dominado por homens. Mas quando a conhecemos melhor, ela e muito mais que isso. O vicio por tranquilizantes desenvolvido na infância no orfanato e o alcoolismo desenvolvido na adolescência ao ver sua mãe adotiva beber e beber, a tornam mais complexa. Porém o que realmente a faz quem ela é, é sua mãe biológica, a qual se suicidou causando um acidente de carro que envolvia Beth. Sua mãe, Alice Harmon, a criou sozinha, isolando-a do mundo (o que posteriormente é possível perceber as consequências, pois Beth se isola de todos diversas vezes durante a vida adulta). Em alguns flashbacks podemos ver que Alice possuía uma doença mental, porém ela não tomava os seus remédios tranquilizantes, os quais no futuro Beth se viciaria.

Enfim, a minissérie te prende até o fim. Você sente raiva, compaixão e empatia por Beth durante a história. Além de ser muito bem escrita e dirigida, Anya Taylor-Joy interpreta Beth impecavelmente, o restante dos atores também não deixam a desejar e fazem um ótimo trabalho. O sucesso da minissérie foi tão grande que influenciou o mercado de xadrez, as pesquisas por tabuleiros de xadrez aumentaram em 273%, e o livro no qual a série foi inspirada se tornou best-seller após anos do lançamento. O Gambito da Rainha já foi assistido por mais de 62 milhões de pessoas, você não pode ser o único a ficar de fora.