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Fahrenheit 451: um livro sobre livros?

Fahrenheit 451 é um clássico da distopia política, o autor Ray Bradbury criticou regimes autoritários através de seu romance, talvez um dos motivos para que esteja entre um dos mais censurados. O livro se passa em uma época futurística em que as pessoas não conversam mais entre elas, mas com pessoas em telas que cobrem a parede toda; em que os livros são proibidos e os bombeiros, os quais não apagam o fogo, o iniciam para eliminar livros. Narrando a vida de Guy Montag, um bombeiro, após conhecer e afeiçoar-se à sua jovem e estranha vizinha, Clarisse. Porém ela desaparece e isso somado um incidente no trabalham o fazem com Montag se rebele.

"Ficção científica é uma ótima maneira de fingir que você está falando do futuro quando, na realidade, está atacando o passado recente e presente"

- Ray Bradbury

Com uma sinopse curiosa, o livro me chamou atenção, porém as minhas altas expectativas não foram atendidas. A existência de um enredo interessante é inegável, mas a forma com foi escrito me desapontou. Sempre apreciei livros com comparações inteligentes e sensíveis e muitas vezes julguei autores por elas, pois creio serem parte responsáveis pela magia dos livros. Talvez este tenha sido um dos causadores de meu desagrado, o livro é repleto de comparações longas e sem sentido, as quais precisei ler diversas vezes para poder compreender (e muitas não consegui). Contudo, há outros motivos: a detalhada descrição dos acontecimentos e do cenário – além das diversas comparações – prejudicam na construção dos picos de tensão; a falta de aprofundamento dos personagens e a escrita caótica e desconexa; mas principalmente e o fim inconclusivo, parece ter sido escrito às pressas.

"Então, vê agora por que os livros são tão odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. As pessoas acomodadas só querem rostos de cera, sem poros, sem pelos, sem expressão."

- Fahrenheit 451

 

Enfim, o livro é confuso por si só, dando a impressão de que o autor se esquece que o leitores não vivem naquele mundo e não sabem nada sobre ele. Todavia, para justificar minha opinião impopular, posso estar interpretando minha insatisfação de forma equivoca e na verdade, o livro é ótimo e talvez, eu não apenas pude compreende-lo.

É uma leitura árdua, cansativa e confusa, mas intrigante, reflexiva e as vezes genial, como na escolha do título, o qual apresenta a temperatura em que o papel queima.