NO AR AGORA
MUSICAL INSTRUMENTAL
E-mail
comercial@estilowebradio.com.br
Ligue
(11) 95197-5014
NOTÍCIAS

O conto da Aia: um dos romances mais poderosos de nossos tempos

Margaret Atwood; uma das maiores escritoras da língua inglesa, podendo ser provado pelo seus inúmeros prêmios, como a Ordem do Canada (uma das maiores distinções de seu país); escreveu, em 1985, o livro “O conto da Aia” – originalmente, The Handmaid’s Tale – um romance distópico – descrito muitas vezes como “Admirável Mundo Novo (romance de Aldous Huxley) sob uma perspectiva original e feminina) – narra a rotina de uma sociedade teocrática autoritária e fundamentalista cristã na perspectiva de Offred, uma Aia da Republica Gilead.  

"Não é de fugas que eles têm medo. Não iríamos muito longe. São daquelas outras fugas, aquelas que você pode abrir em si mesma, se tiver um objeto cortante."

- O Conto da Aia

Nas palavras da própria autora: "a República de Gilead é construída sobre a base das raízes puritanas do século XVII que sempre estiveram por baixo da América moderna que pensávamos conhecer"; após um golpe de estado, as mulheres perdem seu direitos e são designadas a funções especificas: as Marthas, responsáveis pelos serviços domésticos; as Esposas, administradoras do lar; as Aias, com função de reproduzir; e as Tias, senhoras que educam as mulheres para a servidão e submissão. Há também as Não Mulheres, aquelas que não podem engravidar, as homossexuais, viúvas, adulteras e feministas, as quais são forçadas a trabalhar nas colônias radioativas.

A jornada de Offred resultou em diversas adaptações, a mais atual foi a série da Hulu, a qual leva o mesmo nome do livro, estreada por Elisabeth Moss.

"Existe mais de um tipo de liberdade, dizia Tia Lydia. Liberdade para, a faculdade de fazer e não fazer qualquer coisa, e liberdade de, que significa estar livre de alguma coisa. Nos Tempos da anarquia, era liberdade para. Agora a vocês está sendo concedida a liberdade de. Não a subestimem."

- O Conto da Aia

O livro vencedor de diversos prêmios é, em minha experiência, impactante, te levando a reflexões religiosas e políticas. Em muitos momentos, precisei fechar o livro para pensar e absorver o que li, pois as cenas muito detalhadas se tornavam inquietantes, se não até mesmo sufocantes e assustadoras. Recomendo o livro àqueles que apreciam história, sociologia e filosofia e possuem estomago para uma história de opressão e resistência.

É uma leitura cansativa e complexa, porém que vale o esforço de ler, entender, sentir e refletir sobre.